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quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Greve da Polícia Civil já dura 03 meses

Os policiais civis de Minas Gerais querem que os deputados e o governo do estado aprovem a nova lei orgânica da polícia. De acordo com Sindicato dos Servidores da Polícia Civil do Estado (Sindpol/MG) a categoria quer melhores condições de trabalho, reestruturação de carreiras, aumento do efetivo com a realização de mais concursos públicos, modernização e valorização da instituição. Em todo o estado o movimento é bem forte conforme apurado pelo nosso blog.
A votação de emendas propostas pelo Sindicato dos Servidores da Polícia Civil do Estado (Sindpol-MG) a serem anexadas ao texto da Lei Orgânica da categoria, que estabelece normas e direitos dos policiais, na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), começou às 14h desta quarta-feira (11), mas só irá terminar nesta quinta (12), às 18h.
Os cerca de 1.500 policiais civis de Belo Horizonte, região metropolitana e de cidades do interior do Estado continuam no local, desde as 10h, quando começou a concentração. A ideia era mobilizar a corporação para pressionar os deputados da Comissão de Fiscalização Financeira e Orçamentária, último aval necessário para que o projeto possa ser votado no Plenário.

O motivo da mobilização foram os constantes adiamentos da votação, segundo o gerente de tecnologia da informação do Sindpol, Roberto Coelho. "Por isso os policiais estão lá acompanhando a votação das emendas, para fazer pressão a fim de que as emendas realmente sejam votadas e repassadas o mais rápido possível para o Plenário", disse. Não foi o que aconteceu.
"Houve um retrocesso em algo que há havíamos ganhado na última Comissão pela qual a proposta passou. Ainda não temos a resposta sobre o projeto porque ele foi novamente adiado", disse Adilson Bispo, diretor de mobilização do Sindpol-MG.
Caso a proposta realmente não seja aprovada, o que Coelho acredita ser difícil de acontecer, a mobilização irá se tornar ainda mais intensa e a greve, que já dura há quase três meses, irá continuar. "Caso seja aprovado no Plenário, devemos convocar uma Assembleia Geral para, possivelmente, interromper a greve", disse Coelho.

É importante que a sociedade mineira apoie essa causa, pois o sucateamento da PC é notório e mesmo assim a entidade de segurança consegue trabalhar. O que está sendo pedido não é aumento de salário e sim dignidade para com os policiais.

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