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terça-feira, 25 de setembro de 2012

Causo do Chuveiro


Certa feita, nos anos 70/80, quando ainda não existia chuveiro em todas as casas da nossa Badia, o Geriowaldo, muito esperto, resolveu improvisar um nos fundos de sua casa e aposentar aquele banho de gato que então era costume.
O “cabra” pegou uma lona e cercou um pedaço de chão rente à parede dos fundos da cozinha da casa e com a ajuda de bambus armou uma verdadeira barraca. Comprou um chuveiro de segunda mão e com o auxílio de umas “gambiarras” colocou o aparelho em pé dentro do barraco por ele armado.
Como não tinha conhecimento de eletricidade pegou alguns metros de fio de uma antena que estava encostada no quintal e ligou o chuveiro na energia com aquele fio da antena. Para arrematar ele colocou alguns vasos de plantas e pôsteres de atrizes como enfeite do então cômodo do chuveiro de sua casa.
Como era costume tudo aquilo que ele inventava tinha como convidado especial o cumpade Zé Gagueiteira, seu fiel escudeiro e amigo inseparável. E assim se desenrola a história: era uma sexta-feira, dia de dar umas voltas na praça da matriz para ver se arrumava alguma louca, digo, namorada.  Nesta dia especial Geriowaldo entra no banheiro e liga a luz que ele também tinha instalado. Funcionou;  alegria e palmas por parte do Gê e de seu cumpade. Aí o Geriowaldo tirou a roupa e ligou o chuveiro;  mais palmas e alegria. Porém, como a física é perfeita, os fios da antena não suportaram a energia que ali veiculava e então aconteceu que os fios pegaram fogo e este fogo foi se alastrando pelo chuveiro afora, estourou o chuveiro e pegou fogo na lona, provocando aquele incêndio generalizado. Resultado: o Zé Gagueiteira foi parar de correr e de rir lá na Igrejinha do Monte e o Geriowaldo coitado, pelado do lado do pé de jabuticaba, atrás da privadinha, esperando o fogo acabar para ele entrar em casa e vestir uma roupa. Nunca mais quis inventar nada (que dependesse de física ou química) e ainda ficou sendo chamado por meses de fio de antena lá na Escola Dalila Vieira.
Obs. Apesar de ser uma história real isso nunca deve ser feito, em hipótese alguma. 

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