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terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Rolezinho é antigo....

O fenômeno "rolezinho", anunciado na mídia recente por todo Brasil, não é algo novo. Existe desde os tempos em que as praças eram os ambientes de encontro dos jovens brasileiros. A turma se reunia e andavam pelas vielas entre árvores, conversando (ou trocando ideias como se diz hoje) na mais ingênua e saudosa confraternização.
O que ocorre atualmente, apesar de ter semelhanças com o passado, é que a juventude participante dos "rolezinhos" tem em mãos a facilidade de contatos em forma de redes sociais como o Twitter, facebook, whatsapp, etc.
Lembro-me bem da minha época de "rolés", nos idos anos 80, em que a galera marcava o encontro depois das aulas do ginásio. E, após os encontros iam para a quadra de esportes onde a vida juvenil se expandia e fazia a alegria de todos.
No que tange aos "rolezinhos" modernos é conveniente falar que a sociedade brasileira está ligando o fato aos atos de vandalismo recentemente acontecidos em nosso solo mãe gentil.
Ora, isso é um absurdo e beira ao preconceito. Claro que entre os jovens que frequentam os shoppings através dos "rolezinhos" podem se infiltrar os vândalos e os mal intencionados, mas esses são poucos e fáceis de reconhecer.
A polícia deve estar atenta, bem como os lojistas e pessoas de bem, mas jamais proibir o encontro dos jovens,  o que ao meu ver é uma coisa natural e muito sadia. Melhor se reunirem do que ficar horas e dias em frente ao computador e em frente à televisão.
Temos que entender que a juventude é o futuro do país. E suas atitudes refletem uma sociedade mais ativa, mas dinâmica e mais tecnológica. Então temos que nos adequar a este fato e embarcar na onda juvenil, sem esquecer os direitos e deveres dos cidadãos.
O Brasil é um país dos jovens e consequentemente um país do futuro, por isso devemos ter muito cuidado ao fragilizar ou condenar esses ditos "rolezinhos". A maioria dos participantes são pessoas do bem!

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