abadiaemfoco

quinta-feira, 27 de agosto de 2015

Não é só falta de precipitação pluviométrica...

O período de estiagem ainda continua. E, às vésperas da primavera, são anódinas as probabilidades de chuvas substanciais pra nossa região.
Reflexo disso (e da má intervenção humana) o Açude Municipal já demonstra sinais de cansaço e está à mercê do destino; transformado num quadro mal pintado, o que outrora fora um cartão postal.

O Córrego do Bambé teima em correr, mesmo que seu líquido não lembre mais água, pois fora transformado numa via de esgoto a céu aberto.
E o nosso Rio Picão, um importante subafluente do São Francisco e fonte de abastecimento d’água para Martinho Campos, vai minguando e entristecendo a fauna e flora dos arredores do município, bem como os olhos humanos.
Um cenário constrangedor e medonho que assola nossa realidade. É tempo não só de reflexão e críticas, mas também de ações por parte de cada cidadão, pois a água pode sim terminar.
Há de se cobrar incessantemente das autoridades constituídas por nós mesmos e responsáveis pelo zelo do meio ambiente.
Também se faz necessário provocar o Poder Judiciário para intervir onde houver (e se comprovar) a omissão do poder público responsável pelo bem comum da população.
Imprescindível, porém, é seguirmos todos, num mutirão de solidariedade, a cartilha ambiental: - preservar as nascentes e cabeceiras; - destinar corretamente o lixo doméstico e industrial;  economizar água de toda maneira; não fazer queimadas; não desmatar áreas sem licença; preservar as matas ciliares; plantar árvores....etc. Só assim estancaremos este aspecto sombrio de “seca” em nossa região.

Fora isso, enquanto as águas agonizam, vamos orar para que o Céu, literalmente,  interceda por nós e faça chover em abundância o mais rápido possível.

(Crédito das fotos para Emilson Ramos, incansável batalhador das nobres causas do município)

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